SRE (Site Reliability Engineer)
Mantém sistemas no ar, rápidos e confiáveis em escala — engenharia aplicada à confiabilidade.
O que faz
O SRE aplica engenharia de software ao problema de manter sistemas confiáveis em escala. Nasceu no Google com uma ideia simples e poderosa: tratar operações como um problema de software. Em vez de apagar incêndios manualmente, o SRE automatiza, mede tudo e define quanto de “instabilidade” é aceitável — porque 100% de disponibilidade é caro demais e desnecessário.
É primo próximo do DevOps, mas com foco ainda mais forte em confiabilidade, métricas e escala.
No dia a dia
- Definir e monitorar SLOs/SLIs (metas de confiabilidade) e error budgets.
- Construir observabilidade profunda (métricas, logs, traces).
- Automatizar resposta a incidentes e eliminar trabalho manual (toil).
- Fazer capacity planning e testes de carga.
- Conduzir post-mortems sem culpa e melhorar o sistema.
Skills essenciais
Técnicas:
- Programação sólida (não é só ops — é engenharia)
- Kubernetes, containers e cloud a fundo
- Observabilidade e sistemas distribuídos
- IaC e automação
Comportamentais:
- Calma sob pressão em incidentes
- Pensamento orientado a dados
- Mentalidade de eliminar trabalho repetitivo
Como começar
Em geral se chega a SRE vindo de desenvolvimento ou DevOps. Caminho:
- Base forte de programação + Linux + redes.
- Domine Kubernetes e observabilidade.
- Estude o SRE Book do Google (gratuito).
Mercado e evolução
Papel sênior e muito bem remunerado, comum em empresas com sistemas de grande escala. Evolução: SRE → SRE sênior / staff → engenheiro de plataforma ou liderança de confiabilidade. Escassez de gente qualificada mantém os salários no topo.
É pra você se…
Você gosta de garantir que as coisas simplesmente funcionem, tem prazer em automatizar e dormir tranquilo, e se interessa por sistemas em escala. Se “confiabilidade” te soa como um problema de engenharia fascinante, é por aqui.